Arquivo mensais:julho 2017

A patologia e suas divisões..

Segundo Farias (2003), Bogliolo (2007), a patologia divide-se em duas grandes áreas: a geral e a especial ou dos orgãos.

A patologia geral estuda os processos patológicos de um modo geral nas células e nos tecidos, ou seja aspectos comuns às diferentes doenças no que se refere a causa, mecanismo patogenéticos, lesões estruturais e alterações na função, sem considerar em que órgão estão localizados. É de fundamental importâancia, pois o conhecimento é aplicado a qualquer células, tecido ou órgão. Portanto a base da patologia especial.

A patologia especial baseia-se nas doenças pertinente a um determinado órgão ou sistema ou estuda as doenças agrupadas por suas causas.

Explicando a figura:

A patologia engloga as diferentes áreas, como a etiologia (estudo das causas), patogênese (estudo dos mecanismos), anatomia patológica (estudo das alterações morfologicas dos tecidosque, em conjunto, recebem o nome de lesões) e a fisiopatologia (estudo das alterações funcionais dos orgão afetados). O estudo dos sinais e sintomas das doenças é o objeto da propdêutica ou semiologia, cuja finalidade é fazer o diagnóstico, a partir do qual se estabelece o prognóstico, a terapéutica e a prevenção.

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Fisiologia Bacteriana

INTRODUÇÃO

O crescimento e divisão celulares necessitam de um ambiente propício com Todos os constituintes químicos e físicos necessários para o seu metabolismo. Essas necessidades específicas são dependentes de informações genéticas para cada espécie Bacteriana. Algumas espécies com vasta flexibilidade nutricional, como as Pseudomonas, são capazes de sintetizar muitos de seus metabólitos a partir de precursores simples, enquanto outras espécies são mais exigentes, como as Porphyromonas e Treponemas, que necessitam de nutrientes complexos para o crescimento e reprodução.

NUTRIÇÃO

A análise das estruturas bacterianas revela que sua arquitetura é formada por diferentes macromoléculas, em particular, proteínas e ácidos nucléicos. Os precursores das macromoléculas podem ser retirados do meio ambiente ou ser sintetizados pelas bactérias a partir de compostos mais simples. A alternativa escolhida vai depender da disponibilidade do composto no meio e da capacidade de síntese do microrganismo. As substâncias ou elementos retirados do ambiente e usados para construir novos componentes celulares ou para obter energia são chamados nutrientes. Os nutrientes podem ser divididos em duas classes: macronutrientes e micronutrientes. Ambos os tipos são imprescindíveis, mas os primeiros são requeridos em grandes quantidades por serem os principais constituintes dos compostos orgânicos celulares e / ou serem utilizados como combustível.

MACRONUTRIENTES

Carbono: está presente na maioria das substâncias que compõem as células.
As bactérias podem utilizar o carbono inorgânico existente no ambiente, na forma de carbonatos ou de CO2 como única fonte de carbono. São neste caso chamadas de autotróficas. Os microrganismos que obrigatoriamente requerem uma fonte orgânica de carbono são denominados heterotróficos e as principais fontes, são os carboidratos.
Oxigênio: é requerido na forma molecular como aceptor final na cadeia de transporte de elétrons aeróbia. Também é elemento importante em várias moléculas orgânicas e inorgânicas.

Hidrogênio: como componente muito freqüente da matéria orgânica e inorgânica, também constitui um elemento comum de todo material celular.
Nitrogênio: é componente de proteínas e ácidos nucléicos, além de vitaminas e outros compostos celulares. Está disponível na natureza sob a forma de gás (N2) ou na forma combinada. Sua utilização como N2 é restrita a um grupo de bactérias cujo principal habitat é o solo. Na forma combinada, o nitrogênio é encontrado como matéria inorgânica (NH3, NO3-, etc.) ou matéria orgânica: aminoácidos, purinas e pirimidinas.
Enxofre: faz parte de aminoácidos (cisteína e metionina), de vitaminas e grupos prostéticos de várias proteínas importantes em reações de óxido-redução. Da mesma forma que o nitrogênio, o enxofre pode ser encontrado no ambiente nas formas elementar, oxidada e reduzida; estas duas últimas aparecem como compostos orgânicos e inorgânicos.
Todas as alternativas citadas podem ser utilizadas pelas bactérias, porém são os sulfatos (SO4-2) inorgânicos ou os aminoácidos as formas preferencialmente assimiladas. Na forma oxidada, também pode ser aceptor final de elétrons das cadeias de transporte de elétrons anaeróbias.
Fósforo: é encontrado na célula na forma combinada a moléculas importantes como os nucleotídeos (ATP, CTP, GTP, UTP, TTP) e como fosfato inorgânico; nesta última forma é incorporado através de poucas reações metabólicas, embora uma delas seja de fundamental importância: a síntese de ATP a partir de ADP e fosfato. As substâncias fosforiladas podem estar envolvidas com o armazenamento de energia (como o ATP) ou atuar como reguladoras de processos metabólicos: muitas enzimas tornam-se ativas ao serem fosforiladas.

MICRONUTRIENTES

Os elementos ferro, magnésio, manganês, cálcio, zinco, potássio, sódio, cobre, cloro, cobalto, molibdênio, selênio e outros são encontrados sempre na forma inorgânica, fazendo parte de minerais. São necessários ao desenvolvimento microbiano, mas em quantidades variáveis, dependendo do elemento e do microrganismo considerados.
Os micronutrientes podem atuar de diferentes maneiras, incluindo as seguintes funções principais:
– componentes de proteínas, como o ferro que participa da composição de várias proteínas enzimáticas ou não, de citocromos, etc.;
– cofatores de enzimas, como o magnésio, potássio, molibdênio, etc.

– Componentes de estruturas, como o cálcio, presente em um dos envoltórios dos esporos;
– Osmorreguladores.

CONDIÇÕES DE CULTIVO

Para se cultivar microrganismo deve-se obedecer a requisitos básicos obrigatórios, quais sejam incubá-los em meios de cultura adequados e incubá-los em condições ambientais igualmente adequadas.
Um inóculo é uma amostra de material contendo geralmente uma pequena quantidade de microrganismos; obedecidas às condições citadas, os microrganismos contidos no inóculo multiplicam-se, aumentando em número e massa e, com isto, atingindo o objetivo desejado.

MEIOS DE CULTURA

Meio de cultura é uma mistura de nutrientes necessários ao crescimento microbiano. Basicamente deve conter a fonte de energia e de todos os elementos imprescindíveis à vida das células. A formulação de um meio de cultura deve levar em conta o tipo nutritivo no qual o microrganismo pertence, considerando-se a fonte de energia (luz ou substância química), o substrato doador de elétrons (orgânico ou inorgânico) e a fonte de carbono (orgânica ou inorgânica). Estabelecidas às condições gerais, o meio de cultura deve ainda atender as necessidades específicas do grupo, da família, do gênero ou da espécie que se deseja cultivar. Assim, é imprescindível acrescentar ao meio; vitaminas, cofatores, aminoácidos, etc., quando estes compostos não são sintetizados pelos microrganismos que se deseja cultivar.

FATORES DE CRESCIMENTO

Entre as bactérias heterotróficas há uma imensa variedade de exigências nutritivas. Algumas são capazes de crescer em meio muito simples, constituído de uma solução de glicose, sal de amônio e alguns sais minerais. A partir desses compostos, sintetizam todos os componentes do protoplasma: proteínas, polissacarídeos, ácidos nucléicos, coenzimas, etc. Outras, todavia, são incapazes de sintetizar determinados compostos orgânicos essenciais para o seu metabolismo. Para que estes microrganismos possam crescer, tais compostos devem ser obtidos do meio natural ou artificial em que vivem. Essas substâncias são denominadas fatores de crescimento. Muitos desses fatores são componentes de coenzimas, que, para o homem, são vitaminas. Na realidade, certas vitaminas, como o ácido fólico, foram descobertas por serem necessárias ao crescimento de determinadas bactérias. As composições dos meios de cultura, portanto, podem ser muito variadas. Um meio pode ter uma composição simples, contendo um único carboidrato como fonte de energia e carbono e alguns sais minerais; em outro extremo estão os meios requeridos por microrganismos mais exigentes, apresentando composição complexa, contendo várias fontes de carbono e energia, vitaminas e aminoácidos, podendo ainda ser acrescidos de sangue ou soro de animais.
Além da composição qualitativa, o meio de cultura deve obedecer aos limites de quantidade de cada componente suportáveis pelos microrganismos.
Muitas vezes o meio de cultura deve conter substâncias para neutralizar a ação de produtos tóxicos lançados pelos próprios microrganismos, que sofrem os efeitos de seu acúmulo. Um exemplo rotineiro é adição de tampões para impedir a queda de pH provocada pelos ácidos orgânicos produzidos por fermentação bacteriana.
Os meios podem ser líquidos, quando é uma solução aquosa de nutrientes, ou sólidos, quando a solução aquosa é gelificada por um polissacarídeo
extraído de algas, o ágar. O meio sólido é obrigatoriamente usado quando se pretende separar células. Cada célula individualizada ou agrupamento isolado dá origem, por multiplicação, a um aglomerado que constitui uma colônia. Colônias de diferentes espécies geralmente apresentam características morfológicas diferentes.
Os meios de cultura podem ser seletivos, quando contêm uma substância que inibe o crescimento de um determinado grupo de microrganismos, mas permite o desenvolvimento de outros.

INFLUÊNCIA DE FATORES AMBIENTAIS

A tomada de nutrientes e posterior metabolismo são influenciados por fatores físicos e químicos do meio ambiente. Os principais fatores são: temperatura, pH, presença de oxigênio, pressão osmótica e luz.

TEMPERATURA

Cada tipo de bactéria apresenta uma temperatura ótima de crescimento, em torno desta temperatura observa-se um intervalo dentro do qual o desenvolvimento também ocorre, sem, no entanto, atingir o seu máximo. Ultrapassado o limite superior, rapidamente ocorre desnaturação do material celular e, conseqüentemente, a morte da célula. As temperaturas inferiores à ótima levam a uma desaceleração das reações metabólicas, com diminuição da velocidade de multiplicação celular, que em caso extremo, fica impedida.

As variações quanto ao requerimento térmico permite classificar as bactérias segundo a temperatura ótima para o seu crescimento, em:
– psicrófilas: entre 12 e 17º C
– mesófilas: entre 28 e 37ºC
– termófilas: 57 e 87ºC
Embora grupos excêntricos, que necessitam de altas temperaturas para o seu crescimento, a maioria concentra-se no grupo de mesófilas, principalmente as de interesse médico, veterinário e agronômico.

PH

Os valores de pH em torno da neutralidade são os mais adequados para absorção de alimentos para a grande maioria das bactérias. Existem, no entanto, grupos adaptados a viver em ambientes ácidos e alcalinos.

OXIGÊNIO

O oxigênio pode ser indispensável, letal ou inócuo para as bactérias, o que permite classificá-las em:
– aeróbias estritas: exigem a presença de oxigênio, como as do gênero Acinetobacter.
– microaerófilas: necessitam de baixos teores de oxigênio, como o Campylobacter jejuni.
– facultativas: apresentam mecanismos que as capacitam a utilizar o oxigênio quando disponível, mas desenvolver-se também em sua ausência. Escherichia coli e vária bactérias entéricas têm esta característica. anaeróbias estritas: não toleram o oxigênio. Ex.: Clostridium tetani, bactéria produtora de potente toxina que só se desenvolve em tecidos necrosados carentes de oxigênio.

EXOENZIMAS

A seletividade da membrana citoplasmática impede que macromoléculas como proteínas, amido, celulose e lipídeos sejam transportadas para o interior da célula. Para essas moléculas serem utilizadas pelos microrganismos, é necessário cindidas, dando origem a compostos menores, aos quais as membranas são permeáveis.

A quebra das moléculas é promovida por enzimas hidrolíticas, denominadas exoenzimas por atuarem fora da membrana citoplasmática. As exoenzimas apresentam especificidade pelo substrato, atuando sobre proteínas ou amidos, ou determinados lipídeos, e constituem um fator de virulência, uma vez que podem hidrolisar componentes estruturais de tecidos, conferindo ao microrganismo capacidade invasora e de permanência em outros organismos vivos. Além de estarem associadas à nutrição dos microrganismos, as exoenzimas podem contribuir para a sua sobrevivência, uma vez que catalisam a hidrólise de substâncias que lhes são tóxicas ou mesmo letais.

REPRODUÇÃO BACTERIANA

– Crescimento: aumento do protoplasma celular pela síntese de ácidos nucléicos, proteínas, polissacarídeos e lipídeos; e, absorção de água e eletrólitos. Termina na divisão celular.
– Multiplicação: resposta necessária à pressão de crescimento.

MODO DE REPRODUÇÃO

– Cissiparidade: formação de um septo equatorial na região do mesossomo e divisão da célula-mãe, em duas células filhas. “Cocos” em qualquer direção, “bacilos e espirilos”, no sentido transversal.

CURVA DE CRESCIMENTO BACTERIANO

Embora as bactérias desenvolvam-se bem em meios de cultura sólidos, os estudos de crescimento são feitos essencialmente em meios líquidos e as considerações que seguem são válidas para essas condições.
Quando uma determinada bactéria é semeada num meio líquido de composição apropriada e incubada em temperatura adequada, o seu crescimento segue uma curva definida e característica.
Fase lag (A): esta fase de crescimento ocorre quando as células são transferidas de um meio para outro ou de um ambiente para outro. Esta é a fase de ajuste e representa o período necessário para adaptação das células ao novo ambiente. As células nesta fase aumentam no volume total em quase duas ou quatro vezes, mas não se dividem. Tais Tempo (horas) Curva de crescimento bacteriano células estão sintetizando DNA, novas proteínas e enzimas, que são um pré-requisito para divisão.
Fase exponencial ou log (B): nesta fase, as células estão se dividindo a uma taxa geométrica constante até atingir um máximo de crescimento. Os componentes celulares como RNA, proteínas, peso seco e polímeros da parede celular estão também aumentando a uma taxa constante. Como as células na fase exponencial estão se dividindo a uma taxa máxima, elas são muito menores em diâmetro que as células na fase Lag. A fase de crescimento exponencial normalmente chega ao final devido à depleção de nutrientes essenciais, diminuição de oxigênio em cultura aeróbia ou acúmulo de produtos tóxicos.
Fase estacionária ©: durante esta fase, há rápido decréscimo na taxa de divisão celular. Eventualmente, o número total de células em divisão será igual ao número de células mortas, resultando na verdadeira população celular estacionária. A energia necessária para manter as células na fase estacionária é denominada energia de manutenção e é obtida a partir da degradação de produtos de armazenamento celular, ou seja, glicogênio, amido e lipídeos.
Fase de morte ou declínio (D): quando as condições se tornam fortemente impróprias para o crescimento, as células se reproduzem mais lentamente e as células mortas aumentam em números elevados. Nesta fase o meio se encontra deficiente em nutrientes e rico em toxinas produzidas pelos próprios microrganismos.

METABOLISMO BACTERIANO

Uma vez garantidos pelo ambiente os nutrientes e as condições adequadas para assimilá-los, as bactérias vão absorvê-los e transformá-los para que cumpram suas funções básicas, quais seja o suprimento de energia e de matéria prima. Como matéria-prima, os nutrientes vão ser transformados em estruturas celulares ou em moléculas acessórias à sua síntese e funcionamento.

OBTENÇÃO DE ENERGIA

As substâncias com alto valor energético são sempre aquelas com elevado grau de redução, e grande parte das bactérias (exceção às fotossintetizantes) vai obter toda energia de que necessita por oxidação desses substratos. As substâncias preferencialmente oxidadas por microrganismos são os açúcares, seguidos de proteínas, peptídios e, mais raramente, as gorduras.
As bactérias utilizam energia para o transporte de nutrientes, o movimento dos flagelos, mas, sobretudo para as biossínteses.
WIELAND (1912) reconheceu que a maioria das reações biológicas, ocorre na ausência de oxigênio, por desidrogenação. Em biologia, pode-se dizer que a perda de um elétron equivale à perda de um hidrogênio. Pode-se, então, definir oxidação como o ganho de um hidrogênio e redução como à perda de um hidrogênio.

FERMENTAÇÃO

Metabolismo no qual os compostos orgânicos servem como doadores e receptores de elétrons (hidrogênio). A fermentação conduz,
geralmente, à cisão parcial de moléculas de glicose (glicólise).
– Conceito antigo (clássico): decomposição microbiana de carboidratos na ausência de oxigênio.
Dentre os vários tipos de fermentação, pode-se citar:
– Fermentação homo lática: produção de ácido lático como produto final.
– Fermentação alcoólica: produção de álcool como produto final.
– Fermentação mista: produção de álcool, ácido e gás.
– Fermentação butileno-glicólica: produção do butileno glicol (não ácido) como produto final.

PUTREFAÇÃO

Decomposição de compostos nitrogenados (proteínas), utilizando-se de substância orgânica como aceptor-doador de elétrons. É um tipo de fermentação que produz produtos finais de odor desagradável: indol, escatol, ácido sulfídrico.

RESPIRAÇÃO

Decomposição microbiana de substratos cujo receptor de hidrogênio é o oxigênio.
Na respiração ocorrem as seguintes etapas:
a) Ciclo de Krebs;
b) Cadeia transportadora de elétrons;
c) Fosforilação oxidativa.
RESPIRAÇÃO ANAERÓBICA
Quando o oxigênio é substituído por outro receptor inorgânico de elétrons.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIER, O. Fisiologia bacteriana. In: Microbiologia e Imunologia. 23. ed. São Paulo, Melhoramentos, 1984. Cap.3, p.43-77.
BURNETT, G. e cols. Fisiologia. In: Microbiologia oral e doenças infecciosas. 4. ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan S.A., 1978. Cap.7, p.74-86.
FROBISHER, M. e cols. Cultyvo y crescimento de las bactérias. In: Microbiologia. 5.ed. Bacelona, Salvat Editores S.A., 1978. Cap. 10, p. 126-149.
NISENGARD, R.J. & NEWMAN, M.G. Microbiologia Oral e Imunologia. 2 ed. Guanabara-Koogan, 1997, 395p.
TRABULSI, L.R. et al. Microbiologia. 3 ed. Atheneu, 1999, 586p.
Aula do prof. IVAnéa

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Staphylococcus

Os estafilococos são células esféricas Gram-positivas que geralmente se dispõem em cachos irregulares semelhantes a cachos de uva. Crescem rapidamente em diversos meios de cultura e mostram-se ativos metabolicamente, fermentando carboidratos e produzindo pigmentos que variam de branco a amarelo intenso. Alguns são membros da microbiota da pele e das mucosas de humanos, outras provocam supuração, formação dos abscessos, várias infecções piogênicas e até mesmo septicemia fatal. Os estafilococos patogênicos hemolisam o sangue, coagulam o plasma e produzem uma série de enzimas e toxinas extracelulares.

O tipo mais comum de intoxicação alimentar é causado por uma endotoxina estafilocócica termoestável. Os estafilococos desenvolvem rapidamente resistência a agentes microbianos e constituem problemas terapêuticos difíceis.

O gênero Staphylococcus tem pelo menos espécies. As espécies de maior importância clínica são Staphylococcus aureus , Staphylococcus epidemidis e Staphylococcus saprophyticus. O Staphylococcus é um importante patógeno em seres humanos. Quase todos os indivíduos apresentam algum tipo de infecção por essa espécie durante sua vida, cuja gravidade vai desde uma intoxicação alimentar ou infecção cutânea de pouca importância até infecções graves potencialmente fatais. O Staphylococcus aureus é coagulase positivo, o que o diferencia das outras espécies. Os estafilococos coagulase-negativos são membros da microbiota humana normal e, algumas vezes, causam infecções quase sempre associadas a dispositivos e aparelhos implantados, sobretudo m pacientes muito jovens, idosos e imunocomprometidos. Cerca de 75% dessas infecções causadas por estafilococos coagulase-negativo são devido a espécies; as infecções causadas por Staphylococcus warneri, Staphylococcus hominis e por outras espécies são menos comuns. O S. saprophyticus representa um agente relativamente comum de infecções do trato urinário em mulheres jovens. Algumas espécies são importantes em veterinária.

Os estafilococos produzem catalase, que os diferencia dos estreptococos, fermentam lentamente muitos carboidratos, produzindo ácido láctico, mas não gás. A atividade proteolítica varia acentuadamente de uma cepa para outra. Os estafilococos patogênicos produzem muitas substâncias extracelulares.

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Introdução Básica Sobre Fungos

Por muito tempo os fungos foram considerados vegetais mas a partir de 1969, foram classificados em um reino à parte, o Reino Fungi (TRABULSI et al., 1999). São tambem conhecidos como bolores, mofos ou cogumelos, estão interferindo constantemente em nossas atividades diárias.

Características

Os fungos constituem um grupo de organismos em que não ocorre clorofila (são heterótrofos). São geralmente filamentosos e multicelulares. O crescimento é em geral apical, mas normalmente qualquer fragmento hifálico pode dar origem a outra formação micelial quando destacado e colocado em meio apropriado. As estruturas reprodutivas são diferenciadas das vegetativas, o que constitui a base sistemática dos fungos (PUTZKE e PUTZKE, 1998). Alguns podem ser microscópicos em tamanho, enquanto outros são muito maiores, como os cogumelos e fungos que crescem em madeira úmida ou solo. Os fungos formam esporos, que são dispersos por correntes de ar (PELCZAR et al., 1996), encontrando-se no solo, na água, nos vegetais, em animais, no homem e em detritos, em geral (TRABULSI e TOLEDO, 1996).
O Reino Fungi é dividido em cinco filos: Oomycota que compreende os fungos aquáticos: Zygomycota os fungos terestres; Ascomycota as trufas, bolores verdes, amarelos e vermelhos; Basidiomycota os cogumelos, ferrugens e carvões; Deuteromycota fungos do tipo Penicillium.

Reprodução

Os fungos se reproduzem em ciclos assexuais, sexuais e parassexuais. A reprodução assexuada ocorre através de brotamento, fragmentação e produção de conídios. A reprodução sexuada culmina na produção de basidiósporos, no caso de basidiomicetos.A reprodução parassexuada consiste na fusão de hifas e formação de um heterocarion que contém núcleos haplóides. Apesar de ser raro, o ciclo parassexual é importante na evolução de alguns fungos (PELCZAR et al.., 1996).

Nutrição

De acordo com a nutrição, os fungos são classificados em duas categorias: saprófitas (ou sapróbios) e parasitas. Os saprófitas se alimentam de matéria orgânica animal ou vegetal morta e os parasitas vivem dentro de ou sobre organismos vivos (animais ou vegetais), deles retirando seus alimentos, absorvem nutrientes em vez de ingeri-los, secretando enzimas digestivas no substrato onde se desenvolvem. Essas enzimas catalisam a quebra de moléculas grandes em moléculas suficientemente menores para serem absorvidas pela célula fúngica. Por essa razão, os fungos crescem dentro ou sobre os alimentos (RAVEM, 2001).
Desenvolve-se geralmente em meios contendo um pH baixo, uma fonte de carbono uma fonte de nitrogênio orgânico ou inorgânico e alguns minerais. Alguns necessitam de vitaminas. (PELCZAR et al., 1996).

Utilização

Os fungos são muito utiliuzados industrialmente como o Penicillium (Figura 01) utilizado na fabricação da penicilina e o Aspergillius niger na fabricação da progesterona e ácido cítrico, na obtenção de exopolissacarídeos com potencial terapêutico (ROSADO et al., 2003; WISBECK et al., 2002; FAN et al., 2001; MAZIERO et al., 1998; BURNS et al., 1994), como integradores e aromatizadores de alimentos como sopas e cremes (SOLOMONS, 1975), na maturação de queijos do tipo roque fort e camembert (Figura 02), e na fabricação do saque vinho de arroz pelo fungo Aspergillus orysae.
E quando cultivados em meio sólido formam corpos frutíferos de grande valor gastronômico
Os fungos támbem são causadores de muitas doenças como,micoses na pele ou nas unhas, rinites, bronquites, asma e nas plantações de café, milho e feijão causam a ferrugem que é uma praga que pode destruir plantações.

Leveduras

As leveduras são fungos unicelulares, isto é, formados por uma única célula e, geralmente, não formam filamentos com micélio. São maiores que a maioria das bactérias, podem ter forma oval, podendo ser alongadas e esféricas. As leveduras gostam de açúcar preferindo como habitat, frutas, flores e as cascas das árvores.
As leveduras se reproduzem assexuadamente multiplicado-se por brotamento, processo pelo qual na superfície da célula adulta (célula mãe) desenvolve-se uma pequena saliência (célula-filha) que se transformará numa nova célula
As leveduras são capazes de crescimento anaeróbio facultativo. Podem utilizar oxigênio ou um componente orgânico como aceptor final de elétrons, sendo um atributo valioso porque permitem que esses fungos sobrevivam em vários ambientes. Se é dado acesso a oxogênio, as leveduras respiram aerobicamente para metabolizar hidratos de carbono formando dióxido de carbono e água; na ausência de oxigênio elas fermentam os hidratos de carbono e produzem etanol e dióxido de carbono

Utilização

Saccharomyces cerevisiae, S. ellipsoideus e S. calbergensis, são agentes normais da fermentação alcoólica utilizada na fabricação de vinhos, cervejas e fermentos.
Zygosaccharomyces, tem capacidade de se desenvolverem em líquidos com alta concentração de açúcar. E por isso, responsáveis pela deterioração de mel, melaço e xaropes.
Schizosaccharomyces, muito comum na superfícies de frutos, no solo, no bagaço e em substratos.
Picchia, Hansenula e Debaryomyces responsáveis pela formação de filme na superfície de líquidos de origem vegetal, ácidos.
Endomyces vernalis , utilizável na síntese de produtos graxos.
Endomyces fiberliger, levedura capaz de produzir amilase.

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Serratia

O género Serratia pertence à família Enterobactereaceae e contém 13 espécies descritas, sendo de referir a Serratia marcescens, Serratia liquifaciens, Serratia rubidaeum, Serratia ficaria, Serratia fonticola.
Distribuído amplamente na natureza, este género de microrganismos, são encontrados no solo, água, plantas e, como indica o nome da família, no trato intestinal de seres humanos e animais.
A espécie de maior preocupação é a S. marcescens, um patogénico humano responsável por uma grande percentagem de infecções hospitalares envolvendo o tracto respiratório e urinário, a fibrose cística, e queimaduras.
Este género de bactérias produz enzimas como Lipase, Gelatinase e Dnase que são importantes factores de sua patogenicidade. Actualmente a Serratia é uma bactéria emergente, apresenta resistência a antibióticos (colistina e cefalotina) e é responsável por infecções hospitalares graves.
Serratia, como outras Enterobacteriaceas, cresce bem em meios comuns sob condições anaeróbicas e aeróbias. Todas a suas espécies têm óptimo crescimento a pH 9 e a temperaturas entre 20-37º C, enquanto que, a pH inferior a 4,5 ou uma temperatura superior a 45º C o crescimento é inibido. Algumas espécies podem crescer bem em pH 5, enquanto outros, neste mesmo pH necessitam de períodos de incubação mais longo para apresentar crescimento.
As colónias de Serratia são conhecidas pela sua pigmentação vermelha. No entanto, essa pigmentação está presente apenas numa pequena percentagem de culturas isoladas. A produção do pigmento é altamente variável entre espécies e depende de muitos factores, como a espécie tempo e tipo de incubação.
Serratia liquefaciens

Serratia liquefaciens é um patogénico oportunista que é capaz de colonizar uma grande variedade de superfícies de água, o solo, o trato digestivo dos roedores, plantas, insectos, peixes e humanos. Como a maioria das espécies Serratia, S. liquefaciens segrega um amplo espectro de enzimas hidrolíticas para o meio circundante. S. liquefaciens são geralmente móveis, por meio de flagelos peritricoso (flagelos uniformemente distribuídos sobre o corpo). 

Bioquimicamen
te a Serratia liquefaciens é um bacilo:
 

– Gram negativo
– H2S negativo 
– Indol negativo
– Urease negativa
 – Lisina pisitiva 
 – Fenilalanina negativa
– Manitol negativa
– Citrato positivo
– VP positivo
– Galactosidase positiva 
– Lisina positiva
Nitrato positivo 
– Oxidase negativa
– Simomon’s positivo
– Lactose negativa
– Sacarose positiva
– Maltose positiva
– Xylose positiva
– Utiliza o malolato
– Lipase positiva
– Dnase positiva
– Gelatinase positiva
– Lecitinase
– Quitinase
– Estrerase

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Revisando a aula de hoje para aqueles que perderam!

 

Bactérias

Figura esquemática de uma bactéria e suas estruturas.
As bactérias são os mais simples organismos encontrados na maioria dos ambientes naturais. Elas são células esféricas ou em forma de bastonetes curtos com tamanhos variados, alcançando às vezes micrômetros linearmente. Na maioria das espécies, a proteção da célula é feita por uma camada estremamente resistente, a parede celular, havendo imediatamente abaixo uma membrana citoplasmática que delimita um único compartimento contendo DNA, RNA, proteínas e pequenas moléculas.
A microscopia eletrônica, o interior celular aparece com uma matriz de textura variada, sem, no entanto, conter estruturas internas organizadas.

Eletromicrofia eletrônica de uma colônia de E. coli
As bactérias são pequenas e podem multiplicar-se com rapidez, simplesmente se dividindo por fissão binária.
Quando o alimento é farto, “a sobrevivência dos mais capazes” em geral significa a sobravivência daqueles que se dividem mais rapidamente. Em condições adequadas, uma simples célula procariótica pode dividir-se a cada 20 minutos, dando origem a 5 bilhões de células ( número aproximadamente igual à população humana da terra) em pouco menos de 11 horas.
À habilidade em dividir-se de maneira rápida possibilita populações de bactérias a se adaptar às mudanças de ambiente. Sob condições de laboratório por exemplo, uma população de bactérias mantida em uma dorna evolue dentro de poucas semanas por mutações de seleção natural para utilização de novos tipos de açúcares como fonte de carbono e de energia.
Na naturaza, as bactérias vivem em uma enorme variedade de nichos ecológicos e mostram uma riqueza correspondente na sua composição bioquímica básica. Dois grupos de bactérias distantemente relacionados são reconhecidos:

  • as eubactérias, que são os tipos comuns encontrados na água, solo e organismos vivos maiores.
  • as arquibactérias, que são encontradas em ambientes realmente inóspitos, como os pântanos, fontes termais, fundo do oceano, salinas, vulcões, fonte ácidas, etc.

Existem espécies bacterianas que utilizam virtualmente qualquer tipo de moléculas orgânicas como alimento, incluindo açúcares, aminoácidos, gorduras, hidrocarbonetos, polipeptídeos e polissacarídeos. Algumas podem também obter seus átomos de carbono do gás carbônico e o seu nitrogênio do N2.
Apesar de sua relativa simplicidade, as bactérias são os mais antigos seres que se tem notícias e também são os mais abundantes habitantes da terra.
MORFOLOGIA E ESTRUTURA DA CÉLULA BACTERIANA
As bactérias podem ser classificadas, quanto a sua fórmula, em três grupos básicos:

  • cocos, que são células esféricas que quando agrupadas aos pares recebem o nome de diplococos. Quando o agrupamento constitui uma cadeia de cocos estes são denominados estreptococos. Cocos em grupos irregulares, lembrando cachos de uva recebem a designação de estafilococos.
  • bacilos, são células cilíndricas, em forma de bastonetes, em geral se apresentam como células isoladas porém, ocasionalmente, pode-se observar bacilos aos pares (diplobacilos) ou em cadeias (streptobacilos).
  • espirilos são células espiraladas e geralmente se apresentam como células isoladas.
    Cocos – estas bactérias têm o formato de uma esfera, e quando estão agrupados formam colônias.

           DIPLOCOCOS
    Grupos de dois cocos

        ESTREPTOCOCOS
    Grupos de cocos enfileirados

       ESTAFILOCOCOS
    Grupos de cocos em cachos
    Bacilo – estas bactérias têm o formato de um bastonete.
    Espirilos – estas bactérias têm um formato espiral.
    Vibriões – são bactérias que têm o formato de uma vírgula.



Esta é uma eletromicrografia eletrônica de um gram-negativo, o Campylobacter que é um importante patógeno intestinal
CROMOSSOMO
As bactérias apresentam um cromossomo circular, que é constituído por uma única molécula de DNA bicatenário, tendo sido também chamado de corpo cromatínico. é possível às vezes, evidenciar mais de um cromossomo numa bactéria em fase de crescimento uma vez que a sua divisão precede a divisão celular. O cromossomo bacteriano contém todas as informaç~es necessárias à sobrevivência da célula e é capazes de auto-replicação.

Figura mostrando o DNA bacteriano (cromossomo e plasmídeo)
PLASMÍDEOS
Existe ainda no citoplasma de muitas bactérias, moléculas menores de DNA, também circulares, cujo os genes não codificam características essenciais, porém muitas vezes conferem vantagens seletivas à bactéria que as possui. Estes elementos extracromossômicos, denominados plasmídeos são autônomos, isto é, são capazes de autoduplicação independente da replicação do cromossomo e podem existir em número variável no citoplasma bacteriano.
RIBOSSOMOS
Os ribossomos acham-se espalhados no interior da célula e conferem uma aparência granular ao citoplasma. Os ribossomos são constituídos por duas subunidades, 30S e 50S, que ao iniciar a síntese protéica reunem-se formando a partícula ribossômica completa de 70S. Embora o mecanismo geral da síntese protéica das células procarióticas
e eucarióticas seja o mesmo, existem diferenças consideráveis em relação a biossíntese e estrutura dos ribossomos.
GRÂNULOS DE RESERVA
As células procarióticas não apresentam vacúolos, porém podem acumular substâncias de reserva sob a forma de grânulos constituídos de polímeros insolúveis. São comuns polímeros de glicose (amido e glicogênio), ácido beta-hidroxibutírico e fosfato. Estes grânulos podem ser evidenciados pela microscopia óptica, utilizando colorações específicas.

MESOSSOMOS
Este termo se refere a invaginações da membrana celular, que tanto podem ser simples dobras como estruturas tubulares ou vesiculares. Diversas funções têm sido atribuídas aos mesossomos, tais como: papelna divisão celular e na respiração.
PAREDE
De acordo com a constituição da parede, as bactérias podem ser divididas em dois grandes grupos:

  • gram-negativas: se apresentam de cor avermelhada quando coradas pelo método de Gram
  • gram-positivas: se apresentam de cor roxa quando coradas pelo método de Gram.

A parede das gram-positivas é praticamente formada de uma só camada, enquanto a das gram-negativas é formada de duas camadas. Entretanto, Os dois tipos de parede apresentam uma camada em comum, situada externamente à membrana citoplasmática que é denominada camada basal, mureína ou peptídeoglicano. A segunda camada, presente somente na células das gram-negativas é denominada membrana externa. Entre a membrana externa e a membrana citoplasmática encontra-se o espaço periplasmático no qual está o peptídeoglicano. Os dois tipos de parede são apresentados na figura abaixo.

Diferenças entre as paredes das bactérias gram-positivas e grem-negativas
CÁPSULAS
Muitas bactérias apresentam externamente à parede celular, uma camada viscosa denominada cápsula. As cápsulas são geralmente de natureza polissacarídica, apesar de existirem cápsula constituídas de proteínas.
A cápsula constitui um dos antígenos de superfície das bactérias e está relacionada com a virulência da bactéria, uma vez que a cápsula confere resistência à fagocitose.
FLAGELOS
O flagelo apresenta-se ancorado a membrana plasmática e a parede celular por uma estrutura denominado corpo basal, composta por dois anéis, nas bactéria gram-positivas e por quatro nas gram-negativas, de onde saem uma peça intermediária em forma de gancho que se continua com o filamento. As bactérias que apresentam um único flagelo são denominadas monotríquias e bactérias com inúmeros flagelos são denominadas peritríquias.
Via de regra, bacilos e espirilos podem ser flagelados, enquanto cocos, em geral, não o são. O flagelo é responsável pela motilidade da bactéria.

Desenho esquemático e uma micrografia de flagelos
FÍMBRIAS
As fímbrias ou pili são estruturas curtas e finas que muitas bactérias gram-negativas apresentam em sua superfície, não estão relacionadas com a motilidade e sim com a capacidade de adesão. Outro tipo de fímbria é fímbria ssexual, que é necessária para que bactéria possam transferir material genético no processo denominado conjugação.

Desenho esquemático e microfia de fímbrias ou pili

ESPOROS
O endosporo é uma célula, formada no interior da célula vegetativa, altamente resistente ao calor, dessecação e outros agentes físicos e químicos, capaz de permanecer em estado latente por longos períodos e degerminar dando ínicioa nova célula vegetativa.
A esporulação tem ínicio quando os nutrientes bacterianos se tornam escassos, geralmente pela falta de fontes de carbono e nitrogênio.

Sequência de micrografias mostrando a formação de um endosporo.


Texto © Dezembro de 1999, Carlos Magno Greghi.

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Transcriptase reversa

Transcriptase reversa (também conhecida como DNA-polimerase RNA-dependente), é uma enzima que realiza um processo de transcrição ao contrário em relação ao padrão celular. Essa enzima polimeriza moléculas de DNA a partir de moléculas de RNA, exatamente o oposto do que geralmente ocorre nas células, nas quais é produzido RNA a partir de DNA.
É exatamente por possuir essa enzima que alguns vírus, dentre eles o HIV, são chamados de retrovírus. Após estar na célula-hospedeira a transcriptase reversa utiliza os nucleotídeos presentes no citoplasma para montar uma fita de DNA juntamente a fita de RNA viral. A enzima RNAse é incumbida de desagregar a fita de RNA por hidrólise e deixar a simples fita de DNA solta no citoplasma. Volta a transcriptase reversa que completa essa fita de DNA, tornando-a a dupla hélice de nucleotídeos a serem integradas no DNA da célula-hospedeira com auxílio da enzima integrase. A partir desse molde os ribossomos da células hospedeira fazem a tradução para produzir proteínas virais. E novamente serem capazes de formar novos vírions capazes de infectar novas células, o tipo de celular a ser infectado é determinado pelo pelo tropismo viral.

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O que são salmonelas

O que são salmonelas

As salmonelas são bactérias Gram negativas não esporuladas e móveis pertencentes à família Enterobacteriáceas.
Espécies 
Este gênero de bactéria apresenta-se em três espécies: Salmonella typhi, Salmonella choleraesuis e Salmonella enteridtis. Esta última apresenta mais de 1400 variações.

Com exceção da Salmonella typhi, quee afeta aos seres humanos provocando a febre tifóide, a maioria são patogênicas tanto para os homens quanto para os animais.

Doenças provocadas 

Nos seres humanos as salmonelas são responsáveis por diferentes quadros clínicos (doenças provocadas) como a febre tifóide e paratifoidea, gastrenterite por salmonela, infecções localizadas, etc.
Fontes de transmissão 
Entretanto, existem pessoas que podem sofrer quadro de infecção assintomática, ou, ainda, ser portadoras transitórias ou crônicas, sendo as responsáveis pela disseminação dos bacilos. As principais fontes de transmissão de salmonela são os alimentos contaminados.
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Atenção aos usuarios do jaleco.

Medicina pesquisa a presença de microorganismos em jalecos

A pesquisa “O potencial da vestimenta médica como possível fonte e veículo de transmissão de microorganismos”, desenvolvida pelas alunas de Medicina Fernanda Dias e Débora Jukemura, com a orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf, foi concluída. O estudo revela se o uso de jaleco é ou não um importante equipamento de proteção individual (EPI) para os profissionais da saúde.
O objetivo da pesquisa foi comparar a microbiota  existente nos jalecos utilizados por  estudantes de medicina, sobretudo nas mangas (região do punho) e na própria pele dessas pessoas, com a encontrada na dos não usuários de jaleco.

As pesquisadoras correlacionaram o grau de contaminação e a patogenicidade dos microorganismos encontrados com as seguintes variáveis: dia em que foi realizada a coleta, frequência de lavagens semanais do jaleco, uso por homens e mulheres e o ano de graduação dos estudantes.

O estudo foi realizado em um hospital universitário do estado de São Paulo, onde foram avaliados 96 estudantes de medicina, distribuídos nos seis anos da graduação (após o contato com pacientes) que atuam na enfermaria de clinica médica. A metade usava jalecos (de mangas longas) e a outra não.
Os resultados da pesquisa indicam que a contaminação dos jalecos está presente em 95,83% das amostras. “Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato dos microorganismos poderem permanecer entre 10 e 98 dias em tecidos encontrados em hospitais, como algodão e poliéster”, explicam as alunas Fernanda e Débora.
O estudo ainda revela que os jalecos dos estudantes de medicina estão geralmente contaminados, principalmente nas áreas de frequente contato, como mangas e bolsos, e o principal microorganismo identificado foi o Staphlococcus aureus,uma bactéria hoje considerada, como uma das principais agentes de infecção hospitalar.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), entre outras instituições de referência em Biossegurança, recomendam a utilização de jalecos a fim de fornecer uma barreira de proteção contra acidentes e incidentes e reduzir a oportunidade de transmissão de microorganismos. Todavia, nesse estudo, a  pele da região do punho, tanto nos usuários quanto nos não usuários, estava contaminada em 97,91% e 93,75% respectivamente. “Evidencia-se assim, que a contaminação da pele dos usuários de jaleco não difere significativamente daqueles que não fazem seu uso, indicando que sua função como EPI pode ser novamente questionada”, ressalta a professora Maria Elisa.
Segundo as alunas o estudo também revela que a prática da lavagem das mãos, em ambos os grupos, não está adequada. “Essa prática deve ser estimulada antes e depois do contato com os pacientes, pois consiste numa conduta simples, de baixo custo e muito importante na prevenção de infecções hospitalares”, esclarece. “Além disso, a falta de higiene das mãos aumenta a contaminação dos jalecos, por ser frequentemente tocados pelos médicos no exercício da sua profissão”, completa. 
Os resultados mostraram ainda que o número de microorganismos patogênicos aumentou consideravelmente nas coletas realizadas entre segunda e quinta-feira. “Em resumo, a função do jaleco como equipamento de proteção individual (EPI) é questionável e esse instrumento pode representar um possível veículo de transmissão de microorganismos associado à infecção hospitalar se seu uso não for aliado a cuidados adequados”, conta a professora orientadora da pesquisa.
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