BIOSSEGURANÇA Fatores para avaliação do risco

BIOSSEGURANÇA Fatores para avaliação do risco. A avaliação de riscos ao profissional de laboratório deve considerar, além da classificação de riscos dos agentesbiológicos, os seguintes fatores:

BIOSSEGURANÇA Fatores para avaliação do risco

  • a virulência do agente biológico;
  • a dose infectante;
  • o dano decorrente da exposição ao agente;
  • o modo de transmissão e as vias de infecção resultantes de manipulações laboratoriais (via parenteral,
    via aérea e via oral);
  • a estabilidade do agente no ambiente;
  • a disponibilidade de profilaxia e tratamento eficazes;
  • a concentração do agente e volume do material concentrado a ser manipulado;
  • as características do trabalhador: idade, sexo, fatores genéticos, suscetibilidade individual, estado imunológico,
    exposição prévia, gravidez, hábitos de higiene pessoal, uso de equipamentos de proteção individual,
    experiência profissional e qualificação para o desenvolvimento das atividades;
  • a atividade laboratorial na manipulação do agente (geração de ultrassons, produção de aerossóis, centrifugação,
    etc.). Por exemplo, a classificação de risco dos retrovírus, como o HIV, é determinada pela atividade laboratorial:
  • para a sorologia, o HIV é considerado classe de risco 2; e
  • para o cultivo desse vírus, por exemplo, é considerado classe de risco 3, exigindo um grau de proteção
    maior para os profissionais do laboratório.

    Nos laboratórios de DST, Aids e Hepatites Virais são manipuladas
    amostras potencialmente contaminadas com microrganismos de
    classes de risco 2 ou 3.

    É importante lembrar que usuários HIV soropositivos, com hepatites
    e outras doenças infecciosas, realizam diversos exames laboratoriais.
    Por isso, todos os setores do laboratório recebem amostras desses
    usuários, devendo sempre seguir as práticas de biossegurança e
    considerar qualquer amostra como potencialmente infectante.