Arquivo da tag: bacterias

As bacterias e suas caracteristicas

Os procariotos são os menores organismos e os mais simples estruturalmente. Em termos evolutivos, eles são também os mais antigos organismos da Terra (foram encontrados fósseis de cerca de 3,5 bilhões de anos). E, consistem de duas linhagens distintas: Bacteria (ou eubactéria) e Archea.
Habitam o solo, superfície das águas e tecidos de outros organismos (vivos ou em decomposição). Pequeno número de espécies que habitam ambientes de condições extremas.
Alta proporção habita ambientes em condições extremas: halófilas (Mar Morto), termoacidófilas (60 a 80ºC, sulfobactérias) e metanogênicas (pântanos, interior do tubo digestivo de insetos (cupins) e herbívoros)
Os procariotos não possuem núcleo organizado nem organelas celulares envoltas por membranas. A maior parte de seu material genético está incorporada em uma única molécula circular de DNA de fita dupla, freqüentemente, fragmentos adicionas de DNA circular, conhecidos como plasmídeos, também estão presentes.
No citoplasma, além de sais minerais, aminoácidos, pequenas moléculas, proteínas, açúcares ainda são encontradas partículas de ribossomos, grânulos de material de reserva (amido, glicogênio, lipídeos ou fosfatos).
Exceto os micoplasmas, todos os procariotos têm paredes celulares rígidas. Nas Bacteria, esta parede celular é composta principalmente de peptidioglicanos. As bactérias Gram-negativas, com parede celular que não fixa o corante cristal-violeta. Possuem uma camada externa de lipopolissacarídeos e proteínas, sobre a camada de peptideoglicano, denominada cápsula, encontrada principalmente nas bactérias patogênicas, protegendo-as contra a fagocitose.
As células procarióticas não apresentam vacúolos, porém podem acumular substâncias de reserva sob a forma de grânulos constituídos de polímeros insolúveis. São comuns polímeros de glicose (amido e glicogênio), ácido -hidroxibutírico e fosfato.
As células de procariotos podem ter forma de esfera (coco), de bastão (bacilos) ou de espiral (espirila). Todos os procariotos são unicelulares, mas se a célula não se separa completamente após a divisão celular, as células filhas ficam grudadas em grupos finos, filamentos ou massas sólidas.
As células bacterianas são pequenas e medidas em micrômetros (µm), 1µm equivale 0,001mm. A menor bactéria tem 0,2 µm (Chlamydia), há células de Spirochaeta com 250 µm de comprimento. A maior bactéria conhecida é a Epulopiscium fishelsoni que foi encontrada no Mar Vermelho e na costa da Austrália no intestino de um peixe com mais de 600 µm de comprimento. Na maioria das vezes o tamanho médio de uma bactéria é de 1-10 µm.
Muitos procariotos possuem um flagelo e, portanto, são móveis; a rotação do flagelo movimenta as células através do meio. As bactérias que apresentam um único flagelo são denominadas monotríquias e bactérias com inúmeros flagelos são denominadas peritríquias.
Procariotos podem ainda possuir fímbrias ou pili. As fímbrias ou pili são estruturas curtas e finas que muitas bactérias gram-negativas apresentam em sua superfície, estão relacionadas com a capacidade de adesão. Há a fímbria sexual, necessária para que bactéria possa transferir material genético no processo denominado conjugação.
Certas espécies de bactérias tem a capacidade de formar endósporos, altamente resistentes ao calor, dessecação e outros agentes físicos e químicos, capaz de permanecer em estado latente por longos períodos e de germinar dando início a nova célula vegetativa. Isso permitem que a célula sobreviva em condições desfavoráveis.
Muitos procariotos se reproduzem assesuadamente por simples divisão, também denominada fissão binária, onde uma célula, divide-se ao meio, dando origem a duas células-filhas iguais.

Acesse o blog http://books.jar.io para baixar ebooks free em diversos formatos.
Acesse http://torrents.jar.io para acessar diversos materiais disponíveis em torrents (magnetliks).
O blog http://ervas.jar.io publica sobre diversas metodologias de cultivos e propriedades das ervas.

Prova da utilização do citrato


Permite diferenciar microrganismos atendendo à sua capacidade para usar o citrato como única fonte de carbono.A prova é feita no meio de citrato ou meio de Simmons. Na ausência de glicose ou lactose fermentáveis, alguns microrganismos são capazes de usar o citrato como única fonte de carbono para produzir energia. Esta capacidade depende da presença de citrato permease que facilita o transporte do citrato para o microrganismo. Uma vez dentro da célula o citrato é degradado pela enzima citrase, produzindo ácido oxalacético e acetato. Estes produtos são depois convertidos enzimaticamente em ácido pirúvico e CO2. O meio de Simmons contém citrato de sódio como única fonte de carbono, NH4+ como fonte de azoto e o indicador de pH, azul de bromotimol. Esta prova é feita em tubos em rampa, uma vez que o O2 é necessário para a utilização do citrato. Quando o microrganismo remove o citrato do meio e o oxida, ocorre libertação de CO2. Durante esta reação o meio torna-se alcalino, pois o CO2 gerado combina-se com sódio (fornecido pelo citrato de sódio) e água para formar carbonato de sódio, que é um produto alcalino. A presença de carbonato de sódio faz aumentar o pH e virar o indicador de pH do meio de verde para azul forte. Após incubação, as culturas citrato positivo são identificadas pela presença de crescimento, na superfície da rampa, acompanhado de coloração azul no meio de cultura. Nas culturas citrato negativas a cor do meio mantém-se verde e não apresentam crescimento no meio de cultura.

Acesse o blog http://books.jar.io para baixar ebooks free em diversos formatos.
Acesse http://torrents.jar.io para acessar diversos materiais disponíveis em torrents (magnetliks).
O blog http://ervas.jar.io publica sobre diversas metodologias de cultivos e propriedades das ervas.

Teste Camp


Agar Sangue com teste Camp e provas de Optoquina e Bacitracina

Acesse o blog http://books.jar.io para baixar ebooks free em diversos formatos.
Acesse http://torrents.jar.io para acessar diversos materiais disponíveis em torrents (magnetliks).
O blog http://ervas.jar.io publica sobre diversas metodologias de cultivos e propriedades das ervas.

Microbiota Bacteriana Humana

Todo ser humano nasce sem microrganismos. A aquisição da microbiota bacteriana envolve uma transmissão horizontal, ou seja, infecciosa de microrganismos. A colonização de superfícies expostas como a pele, o trato respiratório, o sistema gênito-urinário e o trato digestório, começa imediatamente após o nascimento seja durante o parto normal, parto cesariana ou amamentação. Padrões de alimentação, hospitalização e tratamento com antibióticos são fatores que afetam a composição da microbiota intestinal em crianças.

As diversas partes do corpo humano apresentam condições ambientais diversas que oferecem certas vantagens e desvantagens para a vida microbiana. Diferentes espécies de microrganismos adaptam-se aos distintos ambientes do corpo.

A microbiota normal humana desenvolve-se por sucessões, desde o nascimento até as diversas fases da vida adulta, resultando em comunidades bacterianas estáveis.

Os fatores que controlam a composição da microbiota em uma dada região do corpo estão relacionados com a natureza do ambiente local, tais como temperatura, pH, água, oxigenação, nutrientes e fatores mais complexos como a ação de componentes do sistema imunológico.

Estima-se que o corpo humano que contém cerca de 10 trilhões de células seja rotineiramente portador de aproximadamente 100 trilhões de bactérias. A composição da microbiota bacteriana humana é relativamente estável com gêneros específicos ocupando as diversas regiões do corpo durante períodos particulares na vida de um indivíduo. A microbiota humana desempenha funções importantes na saúde e na doença.

Os microrganismos membros da microbiota humana podem existir como (1) mutualistas, quando protegem o hospedeiro competindo por micro-ambientes de forma mais eficiente que patógenos comuns (resistência à colonização), produzindo nutrientes importantes e contribuindo para o desenvolvimento do sistema imunológico; (2) comensais, quando mantêm associações aparentemente neutras sem benefícios ou malefícios detectáveis e (3) oportunistas, quando causam doenças em indivíduos imunocomprometidos devido à infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, terapia imunossupressora de transplantados, radioterapia, quimioterapia anticâncer, queimaduras extensas ou perfurações das mucosas.

A microbiota humana constitui um dos mecanismos de defesa contra a patogênese bacteriana, mas ainda que a maioria dos componentes da microbiota normal seja inofensiva a indivíduos sadios, esta pode constituir um reservatório de bactérias potencialmente patogênicas. Muitas bactérias da microbiota normal podem agir como oportunistas. Nestas condições a microbiota residente pode ser incapaz de suprimir patógenos transitórios, ou mesmo, alguns membros da microbiota podem invadir os tecidos do hospedeiro causando doenças muitas vezes graves. Em indivíduos sadios, algumas espécies de bactérias da microbiota oral causam cáries em 80% da população.

Fontes

Madigan MT, Martinko JM & Parker J. 1996. Biology of microorganisms, 8th. Prentice Hall, NJ, USA.

Trabulsi L.R et al. 1999. Microbiologia, 2a ed., Atheneu, SP.

Acesse o blog http://books.jar.io para baixar ebooks free em diversos formatos.
Acesse http://torrents.jar.io para acessar diversos materiais disponíveis em torrents (magnetliks).
O blog http://ervas.jar.io publica sobre diversas metodologias de cultivos e propriedades das ervas.

Um poucos sobre Antibioticos

::Quem descobriu o primeiro Antibiótico?

Alexander Fleming descobriu, em 1928, um fungo(Penicillium notatum) produtor de uma substância difusívelanti-estafilocócica, à qual chamou Penicilina

::De onde vêm os Antibióticos?

Os Antibióticos eram extraídos, em tempos, de bolores efungos. Hoje, podem ser obtidos directamente por síntesequímica.

::O que são Antibióticos?

São substâncias com capacidade de matar bactérias(bactericida) ou inibir o crescimento das mesmas(bacteriostático).Os Antibióticos são uns dos medicamentos conhecidosmais potentes e importantes. Quando são usadosadequadamente, podem salvar vidas, mas, quando são usados de formainadequada, podem ser prejudiciais.São utilizados como recurso profilático (preventivo) em cirurgias, por exemplo ou terapêutico.Estes medicamentos são específicos para bactérias, por isso, não devem serusados para tratar infecções virais.

::Bactérias ou virus?
Para saber se uma infecção é bacteriana ou viral, deve perguntar ao seu médico.

::Automedicação: sim ou não?

Nunca se deve automedicar nem sugerir a toma de Antibióticos! A selecção deum Antibiótico é unicamente da responsabilidade do médico e deve basear-seno quadro clínico e em exames laboratoriais.

::Como tomar um Antibiótico?

Quando não se segue o horário de toma do Antibiótico ou não se conclui otratamento (por exemplo, tomando apenas 6 dos 16 comprimidos), oAntibiótico não é eficaz. A toma da dose à hora programada e no número dedias indicado é necessária para criar uma concentração suficiente deAntibiótico no sangue que cause dano às bactérias. Se assim não for, ocombate à infecção ficará, assim, por conta do sistema imunitário, que poderáou não conseguir debelar a infecção.

::O que é a resistência bacteriana?

Hoje em dia, há novos tipos de bactériasque se tornaram resistentes aosAntibióticos. Essas bactérias não podemser combatidas com Antibióticos comuns.Algumas dessas bactérias resistentespodem ser tratadas com medicamentosmais potentes, que, por vezes, têm de seradministrados através de uma veia(intravenosamente), num hospital. Outrasdessas bactérias são impossíveis de tratar.

::Como aparecem as bactérias resistentes?

Cada vez que se toma um Antibiótico, asbactérias susceptíveis ao Antibióticomorrem, mas as que são resistentessobrevivem e multiplicam-se.O uso inapropriado ou repetido deAntibióticos é a principal causa doaumento de número de bactériasresistentes

::Qual a estratégia mundial para diminuir a resistência aos Antibióticos?
A OMS (OrganizaçãoMundial de Saúde),para desacelerar oaparecimento e reduzira propagação dosmicrorganismos resistentes aosAntibióticos, apresenta um conjunto demedidas que visa: reduzir a morbilidade ea propagação da infecção; melhorar oacesso a Antibióticos apropriados;melhorar a utilização dos Antibióticos;fortalecer os sistemas de saúde e a suacapacidade de vigilância; dar cumprimentoaos regulamentos e à legislação efomentar o desenvolvimento de novosmedicamentos e vacinas apropriadas.

::Como são classificadas?
As inúmeras classes existentes atualmente são classificadas de acordo com sua potência, que depende
da concentração do fármaco que chega ao microorganismo, bem como a sensibilidade deste:
Bactericida: inativa e destrói os microorganismos. São exemplos de drogas bactericidas:
aminoglicosídeos, quinolonas, penicilinas, cefalosporinas.
Bacteriostática: controla o crescimento bacteriano ao inibir sua multiplicação. Portanto, apenas impedem
seu crescimento, não permitindo a evolução do estado infeccioso. A eliminação do microorganismo
depende da imunidade do paciente. São exemplos de drogas bacteriostáticas: sulfonamidas, trimetropim,
cloranfenicol, tetraciclinas, nitrofurantoína.
::Penicilinas
Primeira classe de antibióticos a ser descoberta e a ser usada com sucesso. É exemplificada por: penicilina
G (benzilpenicilina), penicilina V, ampicilina, amoxicilina, oxacilina, carbenicilina.
Acesse o blog http://books.jar.io para baixar ebooks free em diversos formatos.
Acesse http://torrents.jar.io para acessar diversos materiais disponíveis em torrents (magnetliks).
O blog http://ervas.jar.io publica sobre diversas metodologias de cultivos e propriedades das ervas.

Ataque de super bactérias

Uma nova geração de pragas resiste aos antibióticos até se tornar invencível. Por que todos nós estamos vulneráveis

Você pode não perceber, mas é um ecossistema ambulante. Noventa trilhões de micróbios habitam seu corpo – na maioria das vezes, harmonicamente. Só existe saúde e energia onde existem muitas, muitas bactérias do bem. Uma pop star como Madonna, por exemplo, não teria músculos invejáveis nem seria capaz de dar tantas piruetas se não estivesse colonizada por exércitos desses microorganismos. Em seu corpo bem cuidado, Madonna carrega 2,4 quilos de bactérias. Quer saber qual é a população que mora em você? Basta dividir seu peso por 20. Os habitantes invisíveis ocupam a pele, a boca, o estômago, os genitais – o corpo todo.

Desempenham inúmeras funções, entre elas vencer bactérias maléficas. Nos últimos anos, no entanto, a vida das bactérias do bem tem ficado mais ameaçada. O uso irracional de antibióticos levou ao surgimento de uma nova geração de bactérias do mal capaz de resistir a todas as armas. Essas superbactérias matam as bactérias benéficas e não podem ser contidas pela maioria das drogas. Às vezes, por nenhuma delas. Infecções causadas por bactérias resistentes podem afetar qualquer um – os jovens e os velhos, as pessoas saudáveis e as cronicamente doentes.As superbactérias costumam ser encontradas primordialmente nos hospitais.
É um ambiente propício a elas porque lá os organismos em que vivem (nossos corpos) estão debilitados por doenças e, portanto, são menos capazes de lutar contra elas. Além disso, o ambiente fechado favorece a contaminação – apesar dos cuidados extremos de limpeza. O problema, agora, é que elas deixaram de ficar restritas aos hospitais. Nos Estados Unidos, já foram identificadas em ginásios de esporte, academias, universidades, prisões. Os surtos provocados por uma única bactéria, a Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), afetaram centenas de milhares de pessoas e mataram 19 mil no país apenas em 2006.
O ataque das superbactérias continua.O mesmo pode ocorrer no Brasil? A resposta, simples e direta, é sim. O Brasil está preparado para enfrentar uma praga como essa? A resposta, dura e realista, é não. “Há dez anos, quase todos os casos de MRSA ocorriam nos hospitais. Agora ela está em todos os lugares”, disse Robert Moellering, professor da Harvard Medical School, à revista The New Yorker. A bactéria destrói a membrana dos glóbulos brancos, danificando as defesas primárias do corpo contra o micróbio. Surgem erupções na pele e inúmeras inflamações internas. O que no início pode parecer um simples resfriado revela-se uma doença fatal, capaz de matar a vítima por infecção generalizada em poucos dias. Cerca de 50% dos infectados atendidos no Hospital da Criança da Universidade de Chicago morrem. Quando o microorganismo não é sensível à meticilina, à oxacilina e a outras drogas semelhantes, os médicos têm uma única opção. É a vancomicina, uma droga intravenosa considerada como último recurso. Ela pode salvar o doente. Mas o custo total de tratamento de um paciente nessas condições pode chegar a US$ 40 mil.Recentemente foram relatados vários casos de MRSA parcialmente resistente até mesmo à vancomicina. E o pior: há no mundo pelo menos sete casos documentados de total resistência à droga. Essa bactéria resistente parece ter saído dos hospitais pegando carona nas mãos e nas roupas de médicos e visitantes. Pacientes dispensados do hospital e tratados da infecção em casa também podem disseminar a bactéria.Mais de 2 mil casos de infecção por MRSA adquirida fora dos hospitais foram registrados no Uruguai. Alguns casos esporádicos já foram relatados em cidades gaúchas próximas à fronteira. “Ninguém pede passaporte para as bactérias. Se vou ao Uruguai e troco um aperto de mão com uma pessoa infectada, posso trazer a bactéria comigo na volta ao Brasil”, diz Flávia Rossi, diretora do laboratório de microbiologia do Hospital das Clínicas em São Paulo.Nem todas as pessoas que têm contato com a bactéria adoecem.
O risco é maior em crianças e idosos porque eles costumam ter o sistema imune menos fortalecido. Pela mesma razão, outros grupos podem adoecer gravemente se forem infectados: portadores do HIV, pessoas em tratamento contra o câncer, transplantados ou doentes crônicos, como diabéticos.Outro exemplo é a Klebsiella pneumoniae. Ela tem formato oval e uma camada externa dura e cheia de açúcar. Essa cápsula dificulta o trabalho dos glóbulos brancos, que não conseguem engolfá-la e destruí-la. Pessoas saudáveis podem viver muito bem com a bactéria. Os que estão debilitados, no entanto, costumam adoecer gravemente. Em 2000, uma cepa da bactéria foi isolada de um paciente da UTI do hospital da Universidade de Nova York. Ela resistia à maioria dos antibióticos.
Nem amônia e desinfetantes poderosos conseguiam eliminá-la das instalações do hospital. Vários pacientes foram infectados. Além de pneumonia, sofreram infecções sanguíneas e no trato urinário provocadas pela Klebsiella. Dos 34 pacientes infectados no hospital naquele ano, quase metade morreu.

Acesse o blog http://books.jar.io para baixar ebooks free em diversos formatos.
Acesse http://torrents.jar.io para acessar diversos materiais disponíveis em torrents (magnetliks).
O blog http://ervas.jar.io publica sobre diversas metodologias de cultivos e propriedades das ervas.

Formação do Biofilme Bacteriano

Nossa percepção de bactérias como organismos unicelulares baseia-se essencialmente no conceito de culturas puras, nas quais as células podem ser diluídas e estudadas a partir de culturas líquidas. Como praticamente todos os conceitos e conhecimentos microbiológicos foram adquiridos a partir do estudo de organismos em culturas puras, somente há alguns anos começamos a entender que, na realidade, a maioria das bactérias se encontra na natureza vivendo em comunidades, de maior ou menor estruturação.
O tipo de “ecologia” que imaginávamos em relação aos procariotos, ou seja, células individuais crescendo de maneira planctônica (livres, em suspensão), raramente é encontrado na natureza. Sabe-se atualmente que, quando em seus habitats naturais, via de regra as bactérias são encontradas em comunidades de diferentes graus de complexidade, associadas a superfícies diversas, geralmente compondo um biofilme, isto é, um ecossistema estruturado altamente dinâmico, que atua de maneira coordenada.
Assim, embora possam ter uma existência planctônica independente, este tipo de vida parece ser eventual.
Os biofilmes, complexos ecossistemas microbianos, podem ser formados por populações desenvolvidas a partir de uma única, ou de múltiplas espécies, podendo ser encontrados em uma variedade de superfícies bióticas e/ou abióticas. Desta maneira, muitos autores definem biofilmes como associações de microrganismos e de seus produtos extracelulares, que se encontram aderidos a superfícies bióticas ou abióticas.
Geralmente, a dinâmica de formação de um biofilme ocorre em etapas distintas. Inicialmente temos or organismos denominados colonizadores primários, que se aderem a uma superfície, geralmente contendo proteínas ou outros compostos orgânicos. As células aderidas passam a se desenvolver, originando microcolônias que sintetizam uma matriz exopolissacarídica (EPS), que passam a atuar como substrato para a aderência de microrganismos denominados colonizadores secundários. Estes colonizadores secundários podem se aderir diretamente aos primários, ou promoverem a formação de coagregados com outros microrganisos e então se aderirem aos primários.
Comportamento coletivo
Há várias décadas, foi proposto que as bactérias poderiam corresponder a organismos interativos, capazes de atuar coletivamente, facilitando sua adaptação às alterações ambientais. Para que um biofilme de uma ou várias espécies seja formado, é necessário o estabelecimento de um comportamento multicelular, que se reflete em atividades coordenadas de interação e comunicação dos vários organismos. Assim, os biofilmes não são simples camadas viscosas contendo organismos. Estes representam sistemas biológicos altamente organizados, onde as bactérias estabelecem comunidades funcionais estruturadas e coordenadas.
Um dos mecanismos de comunicação interbacteriana que vem se mostrando extremamente importante na formação e desenvolvimento de biofilmes corresponde ao quorum sensing.

Disponibilidade de nutrientes e cooperatividade metabólica
Os canais aquosos dos biofilmes podem ser comparados a um sistema circulatório primitivo, permitindo a troca de nutrientes e metabólitos, assim como a remoção de metabótilos potencialmente tóxicos. Em um biofilme, torna-se possível a cooperação metabólica. Por exemplo, a degradação de compostos orgânicos complexos, originando metano e CO2 durante uma digestão anaeróbia, requer pelo menos três grupos de organismos. As bactérias fermentativas iniciam o processo, gerando ácidos e álcoois, que são utilizados por bactérias acetogênicas. Finalmente, as metanogênicas convertem o acetato, CO2 e hidrogênio, produzindo metano.
Os biofilmes são ambientes ideais para o desenvolvimento de relaçoes sintróficas, que é um tipo de simbiose onde dois tipos de organismos metabolicamente distintos dependem um do outro para utilizarem certos substratos, na produção de energia.

Aquisição de novas características genéticas
Várias bactérias possuem plasmídeos, conferindo as mais diversas características. Estes podem ser transferidos horizontalmente por conjugação, para diferentes espécies presentes em um bioflme. Estudo foram realizados com placas dentais artificiais, formadas inicialmente por bactérias do gênero Streptococcus. Uma linhagem de Bacillus, contendo um transposon conjugativo albergando genes de resistência à tetraciclina, foi inserida no sistema e transferiu este transposon para células de Streptococcus.
A transdução pode, teoricamente, ser responsável pela transferência horizontal de genes em biofilmes. Tal hipótese baseia-se no fato de sistemas marinhos e de água doce contêm uma enorme abundância de bacteriófagos (cerca de 108/ml), sendo responsáveis pela lise de um grande número de bactérias. Diariamente, de 10 a 20% da população bacteriana é lisada por fagos, os quais têm relevante impacto na cadeia alimentar microbiana uma vez que podem aumentar as taxas de mortalidade e/ou reduzir as taxas de crescimento em todos os níveis tróficos. Estudos recentes revelam que os fagos podem estruturar ou restruturar comunidades microbianas. Em uma análise, onde uma população de cianobactérias foi praticamente exterminada pelos fagos, observou-se a presença de novas espécies capazes de degradas os compostos orgânicos que surgiram.

Papel dos biofilmes nas doenças
Até o momento, a vasta maioria das doenças infecciosas vem sendo tratada eficientemente com antibióticos entretanto, de acordo com as pesquisas mais recentes, sabemos que tal tipo de estratégia pode ser ineficaz em duas situações: 1) com organismos exibindo resistência inata à droga e 2) em bactérias presentes em biofilmes. Em um biofilme, as bactérias podem ser 1000 vezes mais resistente a um antibiótico, quando comparadas às mesmas células planctônicas, embora os mecanismos envolvidos nesta resistência sejam ainda pouco conhecidos. Dentre os possíveis mecanismos, acredita-se que possa haver a inativação da droga por polímeros ou enzimas extracelulares, ou a ineficiência da droga em decorrência de taxas de crescimento muito lentas no interior dos biofilmes.
Infecções assciadas a biofilmes geralmente são de natureza recorrente, visto que as terapias antimicrobianas convencionais eliminam
predominantemente as formas planctônicas, deixando as células sésseis livres para se reproduzir e propagar no biofilme após o tratamento. Para tornar o quadro ainda mais grave, as bactérias presentes nos biofilmes encontram-se mais protegidas contra o sistema imune do hospedeiro.
Exemplos típicos de doenças associadas a biofilmes incluem as infecções de implantes tais como válvulas cardíacas, catéteres, lentes de contato, etc.
Os biofilmes podem ainda promover doenças se formados em tecidos, tais como nas infecções pulmonares provocadas por Pseudomonas aeruginosa, em pacientes com fibrose cística, que são suscetíveis a infecções crônicas por esta bactéria. A periodontite é outro exemplo de doença provocada por biofilmes. O principal microrganismo associado a esta doença, Porphyromonas gingivalis,
coloniza uma grande de superfícies orais direta ou indiretamente, sendo então capaz de invadir as células das mucosas e liberar toxinas.

fonte:http://www.unb.br

Acesse o blog http://books.jar.io para baixar ebooks free em diversos formatos.
Acesse http://torrents.jar.io para acessar diversos materiais disponíveis em torrents (magnetliks).
O blog http://ervas.jar.io publica sobre diversas metodologias de cultivos e propriedades das ervas.